Nos dias 12 e 13 de agosto, estive em Ijuí/RS para participar do ELI Summit RS, um evento impecavelmente organizado pela Gerência de Inovação do SEBRAE-RS com o suporte fundamental da equipe do escritório regional Noroeste.
Sabe aquele momento em que a teoria ganha vida e o mercado responde na mesma hora?
Foi exatamente essa a sensação durante a palestra que proferi no painel “Significar Territórios é Transformar Identidade Local em Competitividade Territorial”.
Diante de um auditório lotado nas dependências da UNIJUÍ, levei a reflexão sobre como tirar a produção local da prateleira das commodities e gerar nota fiscal com orgulho de pertencimento, utilizando como fio condutor o case de sucesso da marca territorial Queijo do Sudoeste do Paraná.
Provoquei os irmãos gaúchos lembrando que compartilhamos o mesmo DNA:
O Sudoeste do Paraná foi forjado a partir dos anos 1940 por gaúchos de origem italiana e alemã.
Temos gentes, sotaques e paisagens semelhantes.
Ambas as regiões são as maiores bacias leiteiras de seus estados.
Ambas estão distantes das capitais, emolduradas por grandes rios e vizinhas da Argentina.
Se Nossa base cultural e geográfica é tão parecida, a provocação é direta:
Se no Sudoeste o processo de branding territorial funcionou para agregar valor ao leite, ao queijo, à agroindústria e ao turismo, no Noroeste Gaúcho o potencial para fazer o mesmo é gigante!
A repercussão nos corredores e no pós-evento superou minhas expectativas! Recebi dezenas de feedbacks potentes de lideranças e gestores que disseram que a provocação fez total sentido para a realidade de suas regiões.
Ver essa resposta vindo de cantos tão diversos do Estado — como Alegrete, Uruguaiana, Santana do Livramento, Santiago, Marau, Rio Grande, Tapera, Ijuí, Santa Rosa, Palmeira das Missões, Três Passos, Porto Alegre, Panambi e Passo Fundo — confirma que a dor de construir um posicionamento autêntico é universal.
Além do painel principal, atuei como mentor em Round Tables nos dois dias com o tema “Territórios com Propósito: Identidade, Competitividade e Turismo Inteligente”. Nessas mesas redondas, pudemos trocar o microfone pela conversa próxima: esmiuçamos estratégias de place branding, identidade visual, propósito e governança, aproximando ferramentas práticas e diagnósticos para o desafio real do território de cada participante.
Volto para casa com a certeza de que a música do desenvolvimento territorial já está tocando no Rio Grande do Sul. Cabe a cada um entrar na dança em seu ecossistema local ou setorial e ajudar esses líderes a não dançarem sozinhos.
Até mais, irmãos gaúchos!
